Passei vinte e tantos anos trabalhando em agências de propaganda. Nunca morri de amores por nenhuma delas. Isto inclui a minha, fundada em 83. Na verdade, nunca fui inteiramente feliz nesta profissão. Nada contra as agências e o trabalho dos publicitários. “Eu sou eu e as minhas circunstâncias”, diria o filósofo espanhol Jose Ortega Y Gasset. Entrei por acaso na Propaganda. O negócio dava um bom dinheiro, o convívio com os meus amigos publicitários sempre foi muito gratificante, tive excelentes oportunidades, aprendi para caramba, consegui ser um bom profissional, tive sucesso algumas vezes, mas, confesso, nunca estive inteiro na Propaganda. Eu não era quente e nem frio. E morno, você sabe...
Paralelamente, eu fazia palestras, treinava, orientava e alavancava a carreira profissional de um monte de gente. Este era o meu ofício. Descobri isto recentemente. Ano passado, Rodrigo Losina, fundador da Alfamídia, me convidou para ser o seu sócio na empresa. Desde então, vivo uma espécie de estado de graça. Estou feliz, inteiro, entusiasmado e apaixonado por minha empresa. Eu amo a Alfamídia.
Não conheço Steve Ballmer. Nunca nos encontramos. Sei muito pouco a seu respeito. Mesmo assim, gosto deste cara. É apaixonado, intenso, entusiasmado. Alguém dirá: também, com toda a grana que a Microsoft lhe paga! Posso estar enganado, mas algo me diz que Ballmer não é movido só a dinheiro. Os gregos antigos diziam que pessoas entusiasmadas eram repletas de Deus. Se eu estiver certo sobre Ballmer, o vídeo acima dá uma noção da quantidade de Deus que ele carrega. Who knows? De qualquer forma, faço minhas as quatro palavras dele neste vídeo.
Obs.: Duvide, se alguém tentar lhe convencer que trabalho é incompatível com felicidade.






